Amizades são como vinhos únicos: difíceis de encontrar, e sempre dignas de celebração. A história da Vinha Solo começa com dois amigos que compartilhavam um desejo: criar algo genuíno, sutil, impossível de imitar. Entre conversas e sonhos, a ideia amadureceu, paciente, como um grande vinho à espera do seu tempo.
Milton Scola, um arquiteto que via beleza nas linhas da paisagem, e Raimundo Demore, um empresário apaixonado pelo novo e pelo autêntico, se lançaram em busca de um solo único. Encontraram no norte de Caxias do Sul, no distrito de Fazenda Souza, um pedaço quase secreto de terra – um lugar onde as encostas e os campos de cima da Serra Gaúcha criavam um equilíbrio misterioso, impossível de replicar.
Ali, em 20 hectares de vinhedos, mudas cuidadosamente trazidas da Itália fincaram raízes profundas em solo de transição. Algo especial acontecia: o invisível começava a trabalhar. O microclima, o silêncio, os ventos... tudo conspirava para dar origem à Vinha Solo, um projeto nascido com a missão de criar vinhos raros, lapidados apenas pelo tempo e pela própria natureza.
Aqui, a intervenção humana é discreta, quase um sussurro. O resto é deixado ao talento natural das uvas: frutos que, em fermentação espontânea, se transformam em vinho com a essência misteriosa dos dias, das noites, das histórias que só o solo conhece.
Na Vinha Solo, cada garrafa é uma mensagem cifrada da terra – uma experiência reservada àqueles que buscam mais do que o comum, mais do que o óbvio. O mistério está servido. E só quem prova, entende.